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Produtores rurais cobram votação do Código Florestal
A Esplanada dos Ministérios
foi palco de uma mobilização
que busca agilidade na votação
da nova redação do Código
Florestal. O Congresso Nacional
iria votar em março a nova
resolução, porém, mais uma vez
foi adiada, o que fez com que
cerca de 25 mil produtores de
todos os estados brasileiros fizessem
uma manifestação como
forma de pressionar o governo.
No dia 5 de abril, os produtores
trouxeram na bagagem um
discurso único: a modernização
da legislação ambiental dará segurança
jurídica ao campo, garantindo
a oferta de comida barata
e de qualidade à população
brasileira, que consome 70%
de toda a produção de carnes e
grãos.
A presidente da Confederação
da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA), Kátia Abreu,
garantiu que o presidente da comissão
Marcos Maia se comprometeu
em votar ainda esse mês
o novo Código Florestal. “Nós
compreendemos o pequeno
atraso devido às medidas provisórias,
mas estamos contando
com seu cumprimento de palavra
e ainda esperamos que seja
votado esse mês”, ressalta.
Kátia Abreu alerta que os
produtores não querem desmatar,
pois as áreas de produção
existentes no Brasil são
suficientes para triplicar a produção
de grãos e quadruplicar
a produção de pecuária. “Os
agricultores familiares possuem
propriedades pequenas e que,
se destinar um espaço para reserva
legal, prejudicarão a sua
produção, uma vez que ficará
comprometido o sustento da
sua família. Não existe reserva
legal em nenhum país do mundo,
e porque só o Brasil tem
que fazer isso?”, desabafa.
A atualização da legislação
ambiental consolidará as áreas
de produção de alimentos,
atendendo às necessidades atuais
da agropecuária brasileira,
que evoluiu muito nos últimos
anos. Representantes do
agronegócio defendem o texto
apresentado pelo relator da proposta,
o deputado Aldo Rebelo
(PCdoB- SP).
O projeto de lei foi aprovado
no ano passado em uma
comissão especial na Câmara.
Polêmico, o texto foi alvo de
contestações de ambientalistas,
da comunidade científica e de
movimentos sociais ligados à
área rural.
Para o pequeno agricultor
Rogério Xavier, essa votação
precisa ocorrer porque quem
tem pequenas propriedades
está em cima de mata fechada
e sem direito de trabalhar.
Precisamos que a nova redação
seja aprovada. “Quase 100% da
minha propriedade faz pare do
Cerrado, mas não posso mexer.
O fato de podermos usar todo
o nosso espaço para produção
gera aumento da renda e,
consequentemente, podemos
investir mais na propriedade”,
afirma.
Kátia Abreu diz que a situação
de insegurança jurídica prejudica
as atividades no campo,
por isso há a necessidade de regularização
das áreas de plantio.
“Os produtores podem produzir
mais alimentos sem que seja
preciso ocupar novas áreas, desde
que a legislação ambiental
seja modernizada”, declarou.
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