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CNA divulga previsões para a safra 2011/2012

Apesar do crescimento de 6,12% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do país, o cenário para a safra 2011/2012 é de incertezas. Estes dados foram apontados pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, durante entrevista coletiva realizada na sede da confederação, em Brasília, no dia 13 de dezembro. Na avaliação da senadora, o governo precisa continuar usando instrumentos para manter a economia brasileira aquecida a partir da manutenção do fluxo de recursos investidos na produção agrícola. "Nós sabemos que, diante de um cenário de crise, há expectativa de desaceleração", comentou a senadora.

A crise econômica que atinge a Europa também é outro ponto de preocupação apresentado pela senadora. Isso porque há um grande risco de diminuição da oferta de crédito para financiar a próxima safra. “O maior risco para o setor agropecuário é a escassez de crédito, pois a safra brasileira depende de financiamentos de bancos com sede na Europa”, afirmou a presidente da CNA.

Durante entrevista para imprensa, a senadora falou também sobre a desaceleração da economia da China. Segundo Kátia Abreu, esse quadro é preocupante, uma vez que o país é o responsável por 19% das exportações brasileiras. “Torcemos por um crescimento de 7% a 8% no ano que vem pois, neste ritmo, as exportações do agronegócio para a China não seriam afetadas”, afirmou a presidente da CNA.

Para a senadora, apesar dos problemas que o setor irá enfrentar em 2012, a safra brasileira de grãos pode chegar a 170 milhões de toneladas, ou seja, sete milhões a mais do que na safra 2010/2011. Este resultado será alcançado a partir do aumento de 3% da área plantada e do uso intensivo de tecnologia.

A partir desses dados, a previsão da CNA é que o faturamento bruto da agropecuária irá atingir R$ 318,4 bilhões, em 2012, representando um crescimento de 7,98% em comparação a 2011. “O agronegócio foi o único setor que cresceu com alguma significação neste ano. Precisamos, agora, estar atentos a todas as respostas que a Europa e o crescimento chinês podem dar a nós”, concluiu a senadora.



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